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A mitologia dos vampiros é uma das mais utilizadas seja no cinema, seja na literatura. Talvez ficando atrás dos zumbis. Assim, deixando totalmente de lado a saga Crepúsculo, Deixe-me entrar(Let me in) que é um remake de um filme sueco Let Right One In e ambos roteirizados a partir do romance homônimo do autor sueco John Ajvide Lindqvist trata da história de um pequena jovem Abby, interpretada pela excelente atriz Clhöe Grace Moretz (a hit-girl do filme Kick Ass), não se sabe ao certo é um vampira que perdura por um tempo, onde de tempo em tempo necessita de sangue para sobreviver. Para isso tem ajuda de um homem que sai em busca de vítimas para poder tirar o sangue e deste modo alimentar a menina. Contudo, eles precisam estar se mudando de tempos em tempos, não podendo se alocar por muito tempo num determinado local. Chega em Los Ammos no interior do Novo México. Lá reside um garoto Owen (Koddi Smith-Mcfee), antisocial que sofre extremamente de bullying no colégio. Numa noite de inverno parados no parque eles tem o primeiro contato, a partir daí inicia uma nova amizade.

Esse mote solene, sem muita pretensão, guarda um dos belos filmes que assistir recentemente, muito bem feito com um clima melancólico e ainda de sutileza no modo de agir. Exibe um dos filmes de vampiro excelente de se ver. Não é terror, suspense, e sim drama… O drama de dois jovens que afastados da sociedade se encontram formando um casal que no encaminhar das coisas exibe um cumplicidade enorme. Tanto que o principal da história não concerne diretamente a Abby e sim a Owen. Apesar de que Abby fora o motivador para mudança da vida do garoto. No filme encontramos a mitologia habitual dos vampiros, não pode se apresentar durante o sol, durante fica escondido para poder vaguear a noite, do mesmo modo a vontade de sangue que quando aparece não consegue se segurar. Só que um detalhe importante condiz ao título: Deixe-me entrar, pois se trata do fato de que para um vampiro entrar numa casa, apenas se o humano o convidar para entrar, caso contrário ficará sangrando até a morte. Agora leve isso para vida de uma menina de 12 anos, que talvez fora mordida quando tinha essa idade e a partir daí tem de viver com o peso de toda característica dos vampiros. Agora quanto ao garoto Owen vale ressaltar a grande dificuldade em que ele tem se manter perante sua diferença que realmente incomoda os outros garotos, taxado sempre de ser um menina tem de manter firme para suportar as maldades que certos garotos visa sobre ele. Com isso, foi encontrando a Abby que ele conseguiu mostrar sua reação aos outros e como também descobrindo a pureza da maldade.

No encaminhar do filme, o telespecador é convidado é pensar sobre tal assunto. Pois por mais que sabemos ser ali uma vampira que necessita de sangue para viver, exibe uma personalidade infantil e uma áurea cobre os dois formando um belo casal que durante aquele período de inverno encontraram um amor, por mais ingênuo que possa vir a ser… Grande destaque vai para Clhöe Grace Moretz que mostra possuir um grande talento, um papel difícil soube dar graça e encanto. Isso só  vem a retificar de ela ter um grande potencial e um excelente futuro na história do cinema. Deixe-me entrar um filme que pouco foi falado, mas que é um filme muito bem feito, bem singular, e ainda me deixa na curiosidade de assistir o original, que pela crítica ainda é um pouco melhor. Porém deixando no ar que até no mal existe pureza.