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Uma das coisas que mais gosto do seriado The Walking Dead concerne ao fato de trabalhar mais a questão comportamental dos humanos frente ao domínio de zumbis que se alastrou na Terra. Como seria a reação das pessoas numa situação-limite como essa? Situação-limite que o fenomenólogo Karl Jaspers articula bem nos seus livros. Com isso, refleti a partir da exibição desses últimos episódios o que seria algumas das ações pelas quais nós teríamos de fazer ou abandonar numa situação em que nos encontramos rodeados de mortos-vivos.

1) Seja racional: Por mais que a razão tenha sido subjugada nesses tempos ocidentais, onde o plano de uma razão universal culminou no campo de concentração e/ou extermínio. Quando o ser-humano se tornou um prato recheado de carne de seres que buscam o cessar do ímpeto digestivo, não atribua a emoções como plano normativo para as suas decisões, porque, mesmo variavelmente, a tendência é de que piore a própria condição,  propiciando ao fracasso. Assim, regule as consequências a partir da reflexão e não da mera intuição emotiva, pois a razão será o ponto de fuga mais propício frente aos zumbis.

2) Ande em pequenos grupos: Por mais que pareça que muitas pessoas poderão se proteger melhor de uma horda de zumbis isso é muito errado, já que diante dessa situação um dos pontos de sobrevivência é a distância de confusões no maior tempo possível. Com isso, quanto mais gente você estiver ao seu lado, mais propício será as confusões que você enfrenta já no contato de humanos, imagina quando se deparar com os zumbis? Só vai piorar ainda mais a luta de sobrevivência, e dificultará o próximo tópico.

3) Aceite as perdas: Não adianta se apegar às pessoas quando se está nessa situação, pois se na nossa cotidianidade a morte é um fato pelo qual consiste no que o homem é, quanto mais numa situação onde a sobrevivência é a única opção. Claro que pais, filhos, melhores amigos, são difíceis de se desprender, porém tem de se acostumar aos poucos que a qualquer momento eles não que estarão ausentes das nossas vidas, e sim que, eles se tornaram aquilo que você está tentando fugir. Ou seja, dê adeus a emoções pueris!

4) Não se apegue a Deus: Velho, o mundo está rodeado por criaturas em que são suas predadoras e ainda tentar procurar explicações vinda de um ente transcendente, ou ter a esperança que tudo será resolvido por “ele”. Hoje em dia isso cada vez mais isso é puro nonsense, quanto mais num situação como apresentado pelo seriado.

5) Não crie muitas regras: Não adianta você estipular para um grupo de pessoas várias regras pelas quais elas terão de seguir, isso é ingênuo, pois o homem agora se encontra justamente na exceção, deste modo quando tiver na fileira de ter pedaços do corpo arrancados, as regras perderão todo o seu sentido! Mantenha somente aquelas que procuram dar uma ordem de tolerância as diferenças.

6) Seja Discreto: Acho que essa resume todas as explicitadas acima, a questão aqui é a sobrevivência, ou melhor, o retardamento de se tornar um morto-vivo. Pois, não adianta fabular inúmeras ideias porque você está enfrentando o fato de que agora o normal é ser morto-vivo e não humano… Por isso, tem de ser discreto o máximo possível, se suspeitar de alguma coisa evite ou investigue minuciosamente se estar certo ou não, para assim, conseguir ter o maior tempo sem ser mordido.

Claro que tem mais alguns outros pontos que podemos acrescentar a essa pequena lista, porém compreendo ser um dos mais marcantes nesses episódios de The Walking Dead, não fiz correlação com cenas do seriado por preguiça mesmo e não sei pode aparentar meio pessimista minha posição, porém quando estamos numa situação como essa o pessimismo e o otimismo se tornam algo tão mísero enquanto posição quanto a presença calabresa ou não numa pizza.