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2011 foi ano que mais fui ao cinema, não porque teve títulos ótimos pelos quais fiquei fascinado e etc. Mas por causa da promoção de cinema que teve próximo de onde morava que pagando meia entrada só gastava 3,00 reais. Com isso, estava aqui me lembrando dos filmes que assisti e vou listá-los aqui como se pertencessem a um categoria inventada por mim.

1- Expectativa frustrada: Sucker Punch

Quando assisti pela primeira vez o trailer desse filme fiquei fascinado, achando que iria ser um filme sensacional, pois gosto quando usam personagens femininos para ser heroínas, além do que o visual estético concerne a uma maravilha. Mas, expectativa frustrada, Zack Snyder trouxe um filme bem mamão com açúcar, bem óbvio, com finalidade bem superficial e aquela lição de moral no fim bem conhecida: seja você mesmo. Apesar de ver algumas pessoas dizerem que se trata de uns dos maiores filmes já feitos e o melhor filme de Snyder (wait… e o remake Madrugada dos Mortos?? Ainda continua sendo o melhor já feito por ele), etc. Nesse filme se bem que ele usou e abusou de certas coisas que ele adora, a câmera slow motion e mostrou que realmente ele tem uma bagagem do universo nerd bem enorme, só precisa saber canalizar pra se tornar um grande expoente da cultura pop. Se bem que Zack terá uma grande chance para isso com o próximo filme do Superman, vamos ver o que ele poderá criar….

2- Os Apressadinhos: Thor e Capitão América

Sabe aquela coisa, filme de superherói tem que dar uma olhada mesmo que depois você se arrependa (ainda não vi Lanterna Verde). E fui eu assistir Thor e Capitão América, ambos em 3D e na espera de um fidelidade com os quadrinhos, apenas isso… O 3D realmente não mostrou impacto, diferença, em assistir nesse formato, nada de mais. Até agora, Tron para mim foi o melhor 3D que assisti. O Capitão América foi um filme superior a Thor, contudo com algumas coisas bem parecidas, por exemplo, tinha duas histórias no mesmo filme. A do Capitão era do começo quando ele era somente um garoto propaganda do exército americano e a outra para guerra mesmo, a primeira parte foi melhor já que apresentava que ele não um patriota alienado que as pessoas fabulam ao ouvir o nome do Capitão América e tinha a coisa mesmo de uso do governo para encobrir os prejuízos da guerra. A segunda parte o problema é que foi bem rápido, as coisas se resolveram sem qualquer tipo de problema além do Caveira Vermelha ter sido mal construído sem deixar ao público uma sensação de oposição ao herói. Quanto a Thor, a parte em Asgard foi muito boa, o cenário reproduziu bem os quadrinhos, mostrou a arrogância de Thor, o Loki bem traiçoeiro, agora quando ele caiu na Terra foi um história bem comédia romântica que deu dó. Ao que parece ambos os filmes tinha que terminar logo, porque o grande projeto da Marvel é agora em 2012: os Vingadores.

3- A grata surpresa: Planeta dos Macacos

Essa foi realmente uma grata surpresa, pois apesar de ter visto o trailer e achado bem interessante, fui ao cinema e não esperava que fosse envolvido na história de César. Os primeiros filmes só me lembro vagamente, por isso fui assistir a esse filme meio que ignorante perante a história, apenas sabendo de algumas coisas básicas. Com isso, senti totalmente tocado pela atuação do César e apesar de ter assistido ao trailer não passou a parte na qual ele fala e quando ele disse: NO! Fiquei arrepiado!  É claro que as atuações de James Franco e de outros humanos foi bem fraca, com os macacos literalmente roubando a cena, agora temos de reconhecer que deram um novo sentido a mitologia bem interessante e atual. O único pesar é que haverá continuação, aí fico com pé atrás, mas quem sabe não tenho outra surpresa….

4- O sem sal: Contágio

Esse foi um filme que fui levado por amigos na última hora, com expectativa mínima fui levado por uma história que faltou o sentido pra tudo aquilo que estava assistindo, qual era o propósito do diretor? Eu não encontrei algum, apesar do grande elenco e de uma história sobre a catástrofe na humanidade diante de um vírus desconhecido. Reconheci aqueles que ganham, perdem e a tentativa de o homem procurar uma explicação maior das coisas do que ela se mostra, porém, faltou uma reunião dos personagens que viessem indicar algo mais profundo do que a superficialidade daquilo que nos apresentou.

5- O Filosófico: Árvore da Vida

Vou ser sincero, nunca tinha ouvido falar de Terrance Mallick, que ele era professor de Filosofia na Universidade de Massachustes e que havia traduzido para o inglês A Essência do Fundamento de Heidegger me criou uma surpresa que só… Antes de ver, ouvi diferentes críticas algumas elogiando outras denegrindo, dizendo ser um filme lindo, outros um filme chato. Fui assistir e gostei do que vi, a tentativa de mostrar que o homem diante do universo é ínfimo e a tentativa insistente em rogar por um ente supremo que viesse lhe dar sentido a vida é efêmero, contingente e covarde. Pois, diante das mazelas individuais o universo mesmo continua na sua rota e aqueles seres que desaparecem não são contabilizados como um algo importante. Por isso, temos de viver a nossa vida e pronto! Com isso, vi muito do Leibniz com seu otimismo do melhor do mundo possíveis e com certeza o Mallick utilizou dessa filosofia. Tenho de confirmar que devia ter cortado algumas cenas e ir direto em alguns e não ficar enrolando, mas no geral gostei do que assisti.

6- O grande filme: Melancholia

Eu não assisti ainda A Pele que Habito do Almodovar, mas dos que assisti nesse ano de 2011, com certeza Melancholia foi o melhor de todos. Filme belo, sensível, trágico, instigante todos os adjetivos possíveis podem ser encontrar nessa película do grande diretor dinamarquês Lars von Trier. No festival de Cannes, ele soltou na entrevista que entendia Hitler, etc. Foi um estardalhaço, com ele sendo expulso e Melancholia foi tirado da premiação, contudo, esse é um dos casos em que a obra supera a vida do autor e deveria ter ganho vários prêmios, com certeza isso vai causar algum ponto negativo no Oscar, mas e daí? Melancholia estar aí para nos mostrar que finito somos nós que fabulamos posturas, regras sociais para aparentar um vida normal sem qualquer dor de cabeça. Esse foi um filme pra ser visto no cinema, em casa não conseguimos captar a profundeza e o toque da destruição. O sublime que nos encanta, como escreveu Kant! E se com Antichristo muitos não gostaram e criticaram fortemente Lars von Trier, com Melancholia não há outra ação que não seja a paralisia frente ao nosso desaparecimento.