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Alan Moore faz parte dos cinco maiores escritores de quadrinhos de todos os tempos. Suas histórias são bem contundentes, revolucionárias, polêmicas e geniais. Não há toa, ele possui reflexões sobre o mundo bem singulares que muitas das pessoas ao escutarem podem se assustar. Assim, Alan Moore comentou num evento New Humanist: idéias para pessoas sem deus, suas opiniões sobre a ciência e a religião e apresentou uma noção de que estamos permeados numa dicotomia que concerne na materialidade e na imaginação, além de ele ter colocado uma nova menção sobre a própria crença. Aqui embaixo tem o vídeo (em inglês), onde Moore se apresenta com uma camisa escrita Sperm (esperma) na fonte do Superman. Logo depois, coloquei as passagens (que peguei do NerdPride) mais importantes do vídeo.

Nossa existência e vida:

“Há a teoria de que os universos se reproduzem e que o novo foi criado pelo canal uterino de um buraco negro. Também existe a ideia de que estamos vivendo em uma simulação computadorizada e que somos hologramas projetados do outro lado do espaço. São ideias em que alguns acreditam e que são tão estranhas hoje quando as nossas descobertas sobre o espaço seriam alguns séculos atrás”.

Os cientistas e a imaginação:

“Newton era um alquimista, que disse que era um pigmeu sobre os ombros de gigantes. Um deles era o doutor John Dee, que praticamente inventou o Império Britânico. Pessoas como essas eram os cientistas da época, ou filósofos naturais, cujo trabalho era mensurar o imensurável, ou imaginar o inimaginável. Esse trabalho continua até hoje, dividido entre cientistas e artistas”

“São ambos reais de sua própria maneira. Tudo o que é físico e criado pelo homem começou como um ideia, dentro da cabeça de alguém”.

Ciência e Religião:

“A racionalidade está sob sitio, em sua maioria por fundamentalistas cristãos americanos. Eles preferem acreditar que Adão e Eva existiram em um tempo em que sabemos que os dinossauros caminhavam sobre a Terra. Isso é assustador. Tudo isso é conhecimento pelo qual lutamos tanto tempo e de forma tão difícil para obter… é um retorno ao abismo da Idade das Trevas. Informação é nosso bem mais precioso e se a perdermos estamos ferrados. Mesmo que percamos tudo o que é físico, contanto que tenhamos a memória de como reconstruir não teremos perdido nada. O problema é que isso aflige tanto os nossos cientistas que eles estão tomando posições que também beiram a religião para defendê-las. Etimologicamente, a palavra religião não tem nada a ver com espiritualidade, mas com união, ligação em torno de algo. Nesse sentido, o Marxismo é uma religião. As várias escolas da Física também o são. O problema é que as religiões, no sentido que conhecemos a palavra hoje, criam dogmas, que são limitações ao pensamento – e isso nunca é uma coisa boa”.