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Salô Pier Paolo Pasolini, homossexual assumido, comunista, morto de forma brutal e insuspeita até hoje, esse cineasta trouxe ao cinema uma película que procurou retratar o sadismo dos sistemas totalitários tão singulares ao século XX. Pois, vale ressaltar que o totalitarismo é um fenômeno política pertencente ao século XX, antes nunca houve coisa como similarmente foi construídos pelos anos recentes da nossa história. Hannah Arendt explicitou brilhamente essa forma de domínio no seu livro As Origens do Totalitarismo. Sabe-se que Salô visou o fascismo italiano, como se apoderou de aforismo esparsos de certos pensadores para fundamentar o seu terror. Desse modo, trouxe as massas para em torno de si, marginalizando os diferentes na procura de uma estetização da guerra, que pode ser assimilada no movimento artístico do Futurismo. O filme Salô dividido em três ciclos: das paixões ,da fezes e do sangue, procurou mostrar como o poder centrado de forma absoluto em um estado pode enveredar no puro prazer de fazer o outro sofrer.

O filme tem seu inicio numa seleção de jovens esteticamente perfeitos, para que fossem mergulhados numa casa, onde ali estariam eles à mercê das vontades dos governantes. Um cena que se tornou clássico e muito comentada no ciclos de cinéfilos é o banquete de merda, onde as pessoas tinham como prato principal as fezes recolhidas durante a semana dos jovens prisioneiros. Impagável também são as cenas em que soltam citações à solta de Nietzsche, principalmente do livro A Genealogia da Moral. Bom, Salô é uma obra prima de Pasolini em que procurou dar um soco no estômago do movimento fascista da época e depois da sua morte nos deixou no vácuo no sentido de refletir sobre até onde os filmes desse cineasta chegaria.

Pasolini poder