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Eu estava aqui em casa lendo, quando veio a mente em listar quais seriam os autores de literatura mais influentes na história. Ou seja, quais autores que sempre será recorrente em discussões acerca de literatura. Primeiro, a ordem listada não implica que um seja mais importante que o outro, já que não há um maior que o outro quando se trata de arte e nem que sejam esses somente, pois é uma lista subjetiva, da minha opinião.  Além do que há muitos clássicos que não li, por isso não coloquei aqui entre os tais. Agora vamos lá:

William Shakespeare (1564 – 1616)

 

Não poderia começar essa lista sem citá-lo, o maior dramaturgo da modernidade é primordial quando o assunto é literatura. Obras como Hamlet, Romeu e Julieta, Otelo, Rei Lear são fundamentais para compreender melhor ainda a psicologia humana. Shakespeare que tinha um modo de construir os personagens analisando pessoas reais, comumente se diz que ele ia para o mercado e ali prestava atenção nos modos das pessoas comportarem. A partir disso, ele representava o comportamento humano através das suas peças teatrais. Vale atenção a Hamlet em que o príncipe para descobrir o assassino do seu proprio encena uma peça de teatro, no qual o tio veio a tona como o mandante da morte do irmão. Desse modo, ocorre praticamente a primeira metalingaugem, pois há uma peça de teatro na propria peça de teatro. Aqui uma observação minha, ao invés do filme O Livro de Eli utilizar a Bíblia como o ultimo livro do mundo, deveria os roteiristas terem usado ao menos Shakespeare porque ele ao mostra retrata melhor o comportamento humano.

Fiodor Dostoievski (1821-1881)

Esse para mim, particularmente, é o maior de todos. Apesar de ser criticado pelo modo de escrever um pouco não preocupado com a forma, diferente de Leon Tolstoi, tinha um grande olho para retratar o homem nos seus momentos mais baixos, podres, grande leitor de Shakespeare, aprendeu muito bem a mostrar como o ser humano se comporta nos momentos mais angustiantes da vida. Contudo, apesar de encontrar nos livros temas como assassinato, parricídio, alcoolismo, suicídio, ao fundo numa leitura atenta Dostoievski queria sempre mostrar que apesar de muitas as vezes a vida mostrar um beco sem saída há sempre um ponto de escape no qual ao fim se pode rir. Crime e Castigo que trata de um jovem que mata a sua senhoria para poder afirmar seu poder, a partir tem todo a historia de fuga de si mesmo para poder encontrar a paz, o que se encontra através da redenção ascética de si mesmo através do jugo policial. O Idiota uma tentativa  de apresentar a figura de Cristo, Os Demônios profetização do que viria ocorrer no século XX, principalmente referente ao crescente terrorismo. Dostoievski utilizou do ataque anarquista realizado por Netchaiev para produzir tal romance. E Os Irmãos Karamazov, o melhor romance que já li, que descreve a familia Karamzov o pai, os três irmãos e mais o bastardo, movimentado pelo assassínio do pai. Sendo que para mim, as figurars dos irmão representam o homem contemporâneo em seu diversos tipos. Essas são algumas das obras desse russo que ao responder à pergunta  de como era tão bem  capaz de mostrar a realidade humana, ele disse: é porque eu sofri, sofri e sofri.

Johan W. Goethe (1749-1832)

Com certeza é um autor que já ouvi falar sobre. Grande representante do romantismo Alemão, do movimento Tempestado e Ímpeto (Sturm und Granz) tem aos menos duas obras que são singulares para a construção do pensamento humano. Os sofrimentos do Jovem Werther e Fausto. O primeiro que trata da história de um jovem apaixonado pela esposa do amigo: Carlota. Na impossibilidade deste amor se concretizar, Werther prefere a morte e assim comete o suicídio. Motivados pela leitura desta obra, muito jovens europeus se suicidaram porque da grande semelhança da vida sofrida por eles e o personagem Werther. Só que, a historia da jovem Werther era um mistura do proprio Goethe que se apaixonou pela esposa de um amigo e de um outro amigo de Goethe qual cometera suicídio. Quanto a Fausto é uma obra de teatro que retrata o pacto feito por Fausto cientista em busca o saber absoluto e o diabo, melhor, Mefistófeles. Foi daí que surgiu o folclore da venda da alma pro diabo. Goethe dividiu em duas partes, sendo que a segunda parte do Fausto, ele só terminou quando tinha 86 anos.

Franz Kafka (1883-1924)

Esse autor da antiga Tchecoslováquia tinha digamos uma vida altamente marginal em vários dos sentidos. Pois a Tchecoslováquia naquela época pertencente ao império Austro-hungáro, era judeu numa época que o anti-semitismo era bastante forte, falava Alemão numa parte da cidade em que o tcheco era predominante. Contudo, soube anteceder ao homem contemporâneo situações que ele só viveria muito tempo depois, por exemplo, a grande burocracia em que não sabemos para um documento vai, apenas seguimos continuamente realizando sem sabermos direito o motivo. A sensação de sentirmos culpados por algo que nem fizemos. Uma vida mergulhada num misticismo supérfluo que somente o assumimos porque nos conforta perante o absurdo. Franz Kafka quase não publicou nada em vida, morreu cedo de tuberculoso, queria que todos os seus escritos fossem queimados, o amigo Max Brod impediu que assim fizesse. Assim, nós fomos presenteados com o conto, A Metamorfose, em que Gregor Samsa acorda numa manhã e vê que acabou se transformando num barata, a partir daí a família o marginaliza deixando definhar até a morte. Já no romance inacabado, O Processo Joseph K. acorda de manhã e sabe que está preso por algo que ninguém diz o motivo, nem ele suspeita se fez algo errado na vida, com isso desenfreia numa vida à procura do grande juiz que absolvirá de algo que ele não se sabe o quê. Restando a K. morrer como um cachorro, pois quem sabe assim a vergonha poderá redimí-lo. Sem contar o Castelo, Carta ao Pai, que só vem cada vez mostrar como nós estamos dentro de uma emaranhado de confusões que a tentativa de escapar sempre termina num simples em vão.

Machado de Assis (1839-1908)

Brasileiro, pobre, mestiço, epiléptico, analfabeto até os 17 anos, tinha motivos ao momento para ser mais um que desapareceria na história. Entretanto, se tornou o maior literato do Brasil e um dos maiores do mundo. Por que? Grande em parte é levado pelo grande saber de uso da ironia, sarcasmo, tragicômico, além de retratar a sociedade burguesa num modo tão fino, tão sutil que facilmente somos levados pelas suas histórias e nem damos conta chega ao fim e sempre com um pulga atrás da orelha. Capitu traiu ou não traiu Bentinho? Essa é a pergunta de várias teses do departamento de literatura brasileira. Assim, Dom Casmurro, Quincas Borba, Memória Póstumos de Bras Cubas (Bonita, mas coxa. Coxa, mas bonita) são alguns dos romances essenciais para a leitura do brasileiro e não de outros povos, não à toa Woody Alen é um grande fã de Machado de Assis elogiando muito sua prosa e a ironia usada por ele.

Thomas Mann (1875-1955)

Esse é outro romancista que a mim me agrada enormemente. Alemão vindo de familia burguesa, viu ainda jovem os negocios da familia e de vizinhos caírem completamente, motivando a escrever um romance retrando tal evento: Os Buddenbrooks. Contudo, sua obra prima concerne à A Montanha Mágica, que é praticamente um alegoria da situação da europa diante da primeira guerra mundial, em que um jovem numa simples ida a hospital nos montes suíços descobre estar com inicio de tuberculose e lá fica por meses, conhecendo os maiores paradigmas europeus e só saindo dali quando tem de enfrentar a guerra, onde todos os jovens tem um encontro com a morte. Encontro esse que Thomas Mann salienta que não estava somente na guerra, porém muito antes no modo de viver europeu da virada do século. A seguir, já com idade avançada o  autor escreve sua outra grande obra Dr. Fausto. Retirando o mote de Goethe. Agora Thomas procura mostrar a vida de um compositor de sucesso que faz o pacto com o diabo para poder terminar a sua grande sinfonia Dr. Fausto. Com isso, realiza alegoria com os alemães que adentraram no nazismo. Nesta obra Thomas Mann foi influenciado pela composição dodecafônica de Schönberger e da biografia do filosófo Nietzsche.

Esses são alguns dos literatos que cito como grande influenciadores na humanidade, claro que há muito mais cito aqui os nomes de Charles Dickens, Leon Tolstoi, Oscar Wilde, Faulkner, Proust, Jorge Luis Borges, Gabriel Garcia Marquez, José Saramago, Flaubert, John Milton, Ernst Hemighway. Ou seja, há varios autores para ler e apreciar melhor a alta literatura, não ficando a livros de auto ajuda como Paulo Coelho, Lia Lufty e afins.